Governo do Distrito Federal
Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
18/06/24 às 17h38 - Atualizado em 18/06/24 às 18h24

Compete Brasília contribui para a convocação de atletas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2024

Apoio foi fundamental para que paratleta do DF garantisse vaga nos Jogos Paralímpicos

 

O Programa Compete Brasília segue gerando resultados expressivos no esporte brasiliense e ao mesmo tempo, ocupando um lugar privilegiado na trajetória esportiva dos atletas da nossa cidade. O programa, desenvolvido pela Secretaria de Esporte e Lazer, é uma iniciativa que oferece aos atletas, por meio de passagens aéreas e terrestres, a oportunidade de competirem tanto nacional quanto internacionalmente.

 

Cumprindo o papel de agente fomentador do esporte, o programa beneficiou, no primeiro semestre deste ano, mais de 1.700 atletas de todo DF. O investimento soma mais de R$ 2 milhões e 900 mil. Esse apoio tem sido fundamental para o desenvolvimento e sucesso de muitos atletas, como é o caso da paratleta de tênis de mesa Carla Maia Azevedo. Chamada carinhosamente pelos amigos de Carlinha, ela garantiu sua classificação para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

 

Carla Maia, atleta de tênis de mesa paralímpico há 20 anos, também trabalha como repórter na TV Brasil. Sua jornada no esporte começou na infância, quando ela praticava ginástica olímpica e atletismo. No entanto, aos 17 anos, Carla enfrentou um desafio de saúde que a deixou tetraplégica. Inicialmente, ela acreditava que sua carreira esportiva havia chegado ao fim, mas sua paixão pelo esporte foi revivida quando começou a jogar tênis de mesa no Hospital Sarah, onde aprendeu a jogar com a raquete amarrada à mão.

 

A paratleta intensificou seu treinamento, contando com o apoio de fisioterapeutas e psicólogos. A rotina extenuante é um reflexo de sua determinação e compromisso com o esporte de alto rendimento.

 

Classificação Paris 2024

 

O ponto de virada na carreira de Carla ocorreu graças ao programa Compete Brasília. Em 2023, ela solicitou uma passagem para competir na Polônia, onde conseguiu a reclassificação para a Classe 1, que corresponde melhor ao seu nível de mobilidade. Esse marco foi crucial, pois a permitiu competir em igualdade de condições, resultando em uma ascensão no ranking mundial e, eventualmente, na classificação para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

 

“O Compete Brasília foi essencial para minha classificação. A viagem para a Polônia e a Tailândia, possibilitada pelo programa, influenciaram diretamente na minha convocação para a Paralimpíada. O meu sonho sempre foi ir para a Paralimpíada e a minha maior motivação era essa. E finalmente chegou a minha vez”, afirma Carla.

 

Com a proximidade dos Jogos de Paris, Carla está replanejando sua rotina para maximizar seu desempenho. “É um momento épico na vida de qualquer atleta. Vou dar o meu melhor e representar Brasília e o Brasil com muito orgulho”, diz ela. Além de suas conquistas esportivas, Carla destaca o impacto transformador do esporte em sua vida pessoal e profissional. A carreira de repórter, iniciada graças à sua experiência como atleta, é um dos exemplos de como o esporte pode abrir portas e criar novas oportunidades.

 

Para jovens PCD que desejam ingressar no esporte, Carla aconselha resiliência e estratégia. “É preciso acreditar no processo e aproveitar cada oportunidade. Não desistam dos seus sonhos”, conclui.

 

Após as Paralimpíadas de 2024, Carla planeja continuar competindo e buscar novas conquistas na Classe 1, aproveitando a longevidade possível na carreira de atletas com limitações severas. Seu foco agora é dar o máximo em Paris e, quem sabe, conquistar uma medalha.

 

O Secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, explica que o programa Compete Brasília continua a desempenhar um papel vital no desenvolvimento de atletas. “O Compete Brasília vem proporcionando recursos e oportunidades que transformam sonhos em realidade. A história de Carla Maia é um exemplo inspirador do impacto positivo desse apoio, evidenciando o compromisso da pasta em promover o esporte e a inclusão”, destaca.

 

Gabriela Morais/ Ascom SEL-DF*